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Mercúrio

O menor e mais interno planeta do Sistema Solar, de dias longos e temperaturas extremas: dados físicos e as duas missões da NASA que o exploraram, Mariner 10 e MESSENGER.

Leitura de 4 min · Atualizado em 29 de setembro de 2026

O planeta mais próximo do Sol

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar e o que orbita mais perto do Sol. Segundo a NASA, seu raio é de 2.440 quilômetros, pouco mais de um terço da largura da Terra, e a distância média até a estrela é de cerca de 58 milhões de quilômetros. A luz do Sol leva cerca de 3,2 minutos para chegar até lá, e o planeta completa uma volta em torno da estrela a cada 88 dias terrestres, a velocidades de até cerca de 29 milhas por segundo.

O calendário mercuriano é peculiar. A rotação em torno do próprio eixo leva cerca de 59 dias terrestres, mas um ciclo completo de dia e noite, do nascer do Sol ao seguinte, dura 176 dias terrestres. Mercúrio não tem luas nem anéis, e sua atmosfera é uma exosfera muito tênue, formada por oxigênio, sódio, hidrogênio, hélio e potássio, segundo a agência.

Temperaturas de extremos

Sem uma atmosfera espessa para distribuir o calor, as temperaturas variam muito entre o dia e a noite. A NASA informa que, no lado iluminado, elas podem chegar a cerca de 430 graus Celsius, enquanto à noite caem para aproximadamente menos 180 graus Celsius.

Esse contraste dá a medida do ambiente que uma sonda enfrenta ali. Nas seções a seguir estão as duas missões da NASA que estudaram o planeta e cujos dados foram confirmados para este texto, a Mariner 10 e a MESSENGER.

Mariner 10: o primeiro sobrevoo

A Mariner 10, da NASA, foi a primeira sonda a estudar Mercúrio de perto. Lançada em 3 de novembro de 1973, passou por Vênus em 5 de fevereiro de 1974, a cerca de 5.768 quilômetros, e usou a gravidade do planeta para seguir até Mercúrio. Foi, segundo a NASA, a primeira missão a visitar dois planetas em um único voo.

A sonda fez três sobrevoos de Mercúrio: em 29 de março de 1974, a 703 quilômetros de distância; em 21 de setembro de 1974, a cerca de 48.069 quilômetros; e em 16 de março de 1975, a cerca de 327 quilômetros. No total, enviou mais de 2.700 imagens, algumas com detalhes de cerca de 100 metros. Entre os resultados, a agência destaca a descoberta de um campo magnético fraco em torno do planeta e a medição de temperaturas noturnas de cerca de menos 183 graus Celsius e máximas diurnas de cerca de 187 graus Celsius nas áreas observadas.

Outra descoberta importante foi a bacia Caloris, uma estrutura de impacto com cerca de 2.500 quilômetros de diâmetro e anéis concêntricos e cristas. Foi a órbita da MESSENGER, décadas depois, que permitiu um estudo sistemático do planeta.

MESSENGER: a primeira órbita

A missão seguinte foi a MESSENGER, também da NASA. Lançada em 3 de agosto de 2004, entrou em órbita de Mercúrio em 11 de março de 2011, quase sete anos depois. A NASA descreve a missão como o primeiro estudo orbital do planeta, mais de 30 anos depois dos sobrevoos da Mariner 10. A órbita era muito elíptica, com cerca de 5.800 por 125 milhas e período de 12 horas.

A sonda operou até 30 de abril de 2015, quando foi encerrada com um mergulho na superfície de Mercúrio, a cerca de 8.750 milhas por hora, perto da cratera Janácek. Entre os principais resultados listados pela agência estão a confirmação de gelo de água em regiões polares permanentemente sombreadas, a constatação de que o campo magnético do planeta é deslocado para o norte em relação ao centro, a detecção de concentrações elevadas de magnésio e cálcio no lado noturno e evidências de atividade vulcânica no passado.

Por que Mercúrio importa

A presença de gelo em um planeta tão próximo do Sol chama atenção justamente pelo contraste. Ele se localiza em crateras cujo fundo permanece sempre na sombra, e a informação ajuda a entender como a água e outros compostos voláteis se distribuem no Sistema Solar interno.

O campo magnético, mesmo fraco, é outro ponto de interesse. Ele mostra que, apesar do pequeno tamanho, Mercúrio tem características internas que o aproximam da Terra, e por isso serve de comparação para estudos sobre a formação e a evolução de planetas rochosos.

O que ainda não está confirmado

Esta página trata apenas das duas missões da NASA cujas datas foram verificadas em fontes oficiais abertas durante a pesquisa. Outras missões ao planeta, inclusive as planejadas, não foram descritas, porque não foi possível confirmar seus dados em fonte oficial aberta para este texto.

Por essa razão, não há eventos vinculados a Mercúrio na linha do tempo do site até o momento. Novos registros serão feitos à medida que houver confirmação em fontes oficiais.

Fontes consultadas

  1. Mercury Facts — NASA ScienceFonte oficial
  2. Mariner 10 — NASA ScienceFonte oficial
  3. MESSENGER — NASA ScienceFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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