Goddard lança o primeiro foguete de combustível líquido
Em 16 de março de 1926, em Auburn, Massachusetts, Robert Goddard lançou o primeiro foguete de combustível líquido, que voou por 2,5 segundos e chegou a 41 pés de altura.
62 acontecimentos documentados com fontes oficiais: foguetes, satélites, voos tripulados, exploração lunar, sondas planetárias, telescópios, estações espaciais e missões brasileiras. Use os filtros para navegar por década, agência, destino, país e tipo de missão.
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Em 16 de março de 1926, em Auburn, Massachusetts, Robert Goddard lançou o primeiro foguete de combustível líquido, que voou por 2,5 segundos e chegou a 41 pés de altura.
Em voos de teste na Alemanha, em 1943 e 1944, o míssil V-2 passou dos 100 km de altitude e se tornou o primeiro objeto feito por humanos a chegar ao espaço, com um custo humano gravíssimo.
Em 4 de outubro de 1957, a União Soviética colocou em órbita uma esfera metálica com um rádio transmissor e abriu a era espacial, com efeitos políticos imediatos nos Estados Unidos.
Um mês depois do Sputnik 1, a União Soviética lançou um satélite mais de seis vezes mais pesado com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a orbitar a Terra, numa missão sem plano de retorno.
Lançado em 31 de janeiro de 1958 por um foguete Jupiter-C, o Explorer 1 foi o primeiro satélite americano e levou o detector de raios cósmicos que revelou os cinturões de radiação de Van Allen.

Sancionada em 29 de julho de 1958, a Lei Nacional de Aeronáutica e Espaço criou a NASA, que passou a operar em 1º de outubro daquele ano, herdando o NACA e reunindo laboratórios civis e militares.
Lançada em 12 de setembro de 1959, a sonda soviética Luna 2 colidiu com a Lua no dia seguinte, o primeiro objeto feito por humanos a chegar a outro corpo celeste, e não detectou campo magnético lunar.
A sonda soviética Luna 3, lançada em 4 de outubro de 1959, contornou a Lua e fotografou pela primeira vez o hemisfério que a Terra nunca vê, revelando um terreno cheio de crateras e quase sem mares escuros.

Lançado em 1º de abril de 1960, o TIROS-1 enviou as primeiras imagens de nuvens feitas do espaço em escala global e mostrou que a observação por satélite podia servir à previsão do tempo.
Em 12 de abril de 1961, Yuri Gagarin deu uma volta completa ao redor da Terra a bordo da Vostok 1, em um voo de cerca de 108 minutos que inaugurou a era dos voos espaciais tripulados.

Em 5 de maio de 1961, Alan Shepard voou cerca de 15 minutos em trajetória suborbital na Freedom 7 e se tornou o primeiro americano no espaço, 23 dias depois do voo orbital de Gagarin.
Em 3 de agosto de 1961, o Decreto nº 51.133 criou, no CNPq, o GOCNAE, embrião do INPE e primeiro órgão federal dedicado a propor a política espacial brasileira.

Em 20 de fevereiro de 1962, John Glenn deu três voltas à Terra na Friendship 7, em um voo de 4 h 55 min 23 s, com falhas de controle e um alerta falso sobre o escudo térmico.
Lançado em 10 de julho de 1962, o Telstar 1, financiado pela AT&T e construído pela Bell Labs, foi o primeiro satélite de comunicações ativo e retransmitiu televisão entre a América e a Europa.

Lançada em agosto de 1962, a Mariner 2 sobrevoou Vênus em 14 de dezembro e mostrou um planeta muito quente, sem campo magnético detectável, além de medir o vento solar durante a viagem.
Em 16 de junho de 1963, Valentina Tereshkova decolou na Vostok 6 e se tornou a primeira mulher no espaço, em um voo de cerca de três dias, realizado em paralelo com a Vostok 5, de Valery Bykovsky.
Em 18 de março de 1965, Alexei Leonov saiu da Voskhod 2 por uma câmara de vedação inflável e flutuou cerca de 12 minutos no espaço, mas a volta e o pouso da nave foram cheios de problemas.
Em 3 de fevereiro de 1966, a sonda soviética Luna 9 pousou no Oceano das Tempestades, transmitiu as primeiras imagens da superfície lunar e mostrou que o solo da Lua suportava o peso de uma nave.

Entre 21 e 27 de dezembro de 1968, Borman, Lovell e Anders foram os primeiros humanos a orbitar a Lua, deram dez voltas em 20 horas e fizeram a foto Earthrise, com transmissão ao vivo na véspera de Natal.

Em julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousaram o módulo Eagle no Mar da Tranquilidade e caminharam na superfície lunar, enquanto Michael Collins aguardava em órbita.

Um tanque de oxigênio do módulo de serviço explodiu a caminho da Lua, em abril de 1970. O pouso foi cancelado, e a tripulação voltou em segurança usando o módulo lunar Aquarius como abrigo.
Lançada em 19 de abril de 1971, a Salyut 1 foi a primeira estação espacial. Recebeu a tripulação da Soyuz 11 por 23 dias, missão que terminou com a morte dos três cosmonautas na volta.

A sonda soviética Mars 3, lançada em maio de 1971, fez o primeiro pouso suave em Marte em 2 de dezembro do mesmo ano, mas o módulo de pouso transmitiu por apenas cerca de 14,5 segundos.

Em dezembro de 1972, Eugene Cernan e Harrison Schmitt pousaram em Taurus-Littrow. Foi o último pouso lunar do programa Apollo e o primeiro com um cientista entre os astronautas.

Lançada em 14 de maio de 1973, a Skylab perdeu o escudo de proteção no lançamento, foi reparada em órbita e recebeu três tripulações, a última por 84 dias, antes de reentrar em 1979.

Em julho de 1975, uma nave Apollo e uma Soyuz se acoplaram em órbita, no primeiro voo conjunto entre Estados Unidos e União Soviética. Os cinco tripulantes passaram cerca de dois dias unidos.

Em 20 de julho de 1976, o módulo de pouso da Viking 1 chegou a Chryse Planitia, em Marte, e enviou as primeiras imagens da superfície feitas por uma sonda americana. Operou por mais de seis anos.

As gêmeas Voyager 2 e Voyager 1 foram lançadas em agosto e setembro de 1977, visitaram os planetas gigantes e se tornaram as únicas sondas a operar fora da heliosfera.
Aprovada em 1979, a MECB reuniu o projeto de quatro satélites, de um veículo lançador e da infraestrutura de solo, com divisão de tarefas entre o INPE e o Ministério da Aeronáutica.

Em abril de 1981, o Columbia estreou o programa do ônibus espacial com dois astronautas a bordo, orbitou a Terra 37 vezes e pousou em uma pista no deserto da Califórnia.

Em 28 de janeiro de 1986, o Challenger se desintegrou 73 segundos após a decolagem e sete tripulantes morreram. A comissão presidencial apontou falha em uma junta do foguete auxiliar e falhas de gestão.

O módulo básico da Mir foi lançado em fevereiro de 1986 e deu início a uma estação modular que operou por mais de 15 anos, recebeu astronautas de vários países e caiu no Pacífico em 2001.
Na noite de 13 para 14 de março de 1986, a sonda europeia Giotto passou a 596 km do núcleo do Halley e mostrou pela primeira vez, em imagens, como é o núcleo de um cometa.
Assinado em 6 de julho de 1988, o acordo Brasil-China resultou no CBERS-1, lançado em 14 de outubro de 1999 de Taiyuan, o primeiro satélite de sensoriamento remoto do programa.

Lançado pelo Discovery em 24 de abril de 1990, o Hubble foi colocado em órbita no dia seguinte, revelou um defeito no espelho e só ganhou a nitidez planejada após a missão de reparo de 1993.
Em 9 de fevereiro de 1993, o SCD-1, de 115 kg, foi lançado por um foguete Pegasus e se tornou o primeiro satélite projetado, construído e operado no Brasil, coletando dados ambientais.
A Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, criou a Agência Espacial Brasileira, autarquia civil que herdou as atribuições e os compromissos da COBAE e passou a coordenar o setor.

Em 4 de julho de 1997, a Mars Pathfinder pousou em Ares Vallis com airbags e liberou o rover Sojourner, que analisou rochas por 83 dias, bem além dos sete dias previstos.

O módulo russo Zarya foi lançado em 20 de novembro de 1998 e, em 6 de dezembro, o ônibus espacial Endeavour o uniu ao módulo americano Unity, iniciando a montagem em órbita da ISS.

Em 2 de novembro de 2000, William Shepherd, Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev chegaram à ISS a bordo de uma Soyuz e iniciaram a ocupação humana contínua da estação.

Em 22 de agosto de 2003, o protótipo VLS-1 V03 sofreu um acidente em Alcântara (MA), com funcionamento não previsto de um propulsor, e causou a morte de 21 técnicos e engenheiros do programa espacial brasileiro.
Em 15 de outubro de 2003, Yang Liwei decolou de Jiuquan na Shenzhou 5, deu 14 voltas à Terra e pousou na Mongólia Interior, tornando a China o terceiro país a enviar uma pessoa ao espaço.

A sonda Cassini entrou em órbita de Saturno em 2004, após sete anos de viagem, e passou 13 anos estudando o planeta, seus anéis e luas como Titã e Encélado.

Em 14 de janeiro de 2005, a sonda europeia Huygens desceu de paraquedas pela atmosfera de Titã e pousou na superfície, no ponto mais distante da Terra já alcançado por um pouso.

Lançado na Soyuz TMA-8 em 30 de março de 2006, o tenente-coronel Marcos Pontes foi o primeiro brasileiro no espaço e passou oito dias na Estação Espacial Internacional.

O rover Curiosity, da missão Mars Science Laboratory, pousou na cratera Gale em agosto de 2012 com o sistema sky crane e segue ativo, escalando o monte Sharp mais de 14 anos depois.
Em 24 de setembro de 2014, a Missão Orbitadora de Marte da ISRO, a Mangalyaan, entrou em órbita marciana e fez da Índia a primeira nação asiática a chegar ao planeta vermelho.
Em 12 de novembro de 2014, o módulo Philae, da missão Rosetta da ESA, tocou a superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o primeiro pouso controlado de uma sonda em um cometa.

Em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons, da NASA, sobrevoou Plutão e suas luas pela primeira vez, revelando um mundo de geologia complexa, atmosfera com névoas e geleiras de nitrogênio.

Lançada em 12 de agosto de 2018, a Parker Solar Probe foi a primeira nave a atravessar a coroa solar e chegou, em dezembro de 2024, a 3,8 milhões de milhas da superfície do Sol.
Em 3 de janeiro de 2019, a sonda chinesa Chang'e-4 fez o primeiro pouso suave no lado oculto da Lua, na cratera Von Kármán, e liberou o jipe lunar Yutu-2.

Em 2020, Robert Behnken e Douglas Hurley voaram na Crew Dragon Endeavour, da SpaceX, até a Estação Espacial Internacional, no teste que validou o sistema para a NASA.

O rover Perseverance pousou na cratera Jezero em 18 de fevereiro de 2021 levando o helicóptero Ingenuity, que faria o primeiro voo controlado e motorizado em outro planeta.
Lançado em 28 de fevereiro de 2021 pelo PSLV-C51 da ISRO, o Amazonia-1 é o primeiro satélite de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Lançado em 25 de dezembro de 2021 por um Ariane 5, o Webb desdobrou espelho e protetor solar no caminho e chegou ao ponto L2, de onde observa o universo em infravermelho.
Em 26 de setembro de 2022, a sonda DART da NASA colidiu com a lua Dimorphos e encurtou em mais de 30 minutos a órbita dela, na primeira demonstração de desvio de um corpo celeste.

Sem tripulação, o Artemis I lançou o SLS e levou a Orion além da Lua, em um voo de 25 dias que terminou com amerissagem no Pacífico e serviu de teste para as missões com astronautas.

A Chandrayaan-3, da ISRO, pousou em 23 de agosto de 2023 na região polar sul da Lua, colocou o rover Pragyan em movimento e fez medições no local durante um dia lunar.

Em 24 de setembro de 2023, a cápsula da OSIRIS-REx pousou em Utah com 121,6 g de rocha e poeira do asteroide Bennu, coletados em 2020 e depois estudados por cientistas de várias instituições.
A sonda SLIM, da JAXA, pousou na Lua em 20 de janeiro de 2024 a cerca de 55 metros do ponto-alvo, cumprindo a meta de precisão de 100 metros, mesmo pousando em posição diferente da planejada.
A Chang'e-6, da China, foi lançada em 3 de maio de 2024 e trouxe à Terra, em 25 de junho, 1.935,3 g de material da bacia Polo Sul-Aitken, no lado oculto da Lua, a primeira coleta desse tipo.

Lançada em 1º de abril de 2026, a Artemis II levou quatro astronautas em um sobrevoo da Lua e amerissou em 10 de abril, segundo a NASA. O relato separa fatos e o que vem a seguir.

Segundo a NASA, a Artemis III será um voo tripulado em órbita da Terra em 2027 para ensaiar encontro e acoplagem da Orion com módulos de pouso comerciais. A tripulação foi anunciada em junho de 2026.
Lançada em 2018, a BepiColombo se separou do módulo de transferência em 3 de setembro de 2026 e deve entrar em órbita de Mercúrio em 21 de novembro de 2026, segundo a ESA.
O CBERS-6 aparece em textos da AEB como parte do Plano Decenal Brasil-China 2013-2022, mas as páginas oficiais consultadas não trazem data de lançamento nem detalhes técnicos: sem data oficial confirmada.
A Chang'e-7, missão chinesa ao polo sul lunar, chegou à plataforma em Wenchang, mas comunicado de 23 de agosto de 2026 diz que ela não pode ser lançada na janela prevista para este ano.
Dragonfly é um rotorcraft com energia nuclear que a NASA planeja lançar, no mais cedo, em julho de 2028 para voar entre diferentes locais de Titã, a maior lua de Saturno.

Lançada em outubro de 2024, a Europa Clipper segue para Júpiter, onde chegará em abril de 2030, segundo a NASA, para investigar se a lua Europa tem locais capazes de abrigar vida. Próxima etapa: sobrevoo da Terra.
O jipe Rosalind Franklin, da ESA, deve buscar sinais de vida passada em Oxia Planum, em Marte; a agência informa que o lançamento está previsto para 2028 em um Falcon Heavy.
O ISRO prepara o Gaganyaan para levar três pessoas a 400 km de altitude por três dias; o voo não tripulado G1 segue em preparação e as páginas oficiais consultadas não trazem data.
Lançada em outubro de 2024, a Hera, da ESA, deve chegar ao sistema de asteroides Didymos em novembro de 2026, segundo a agência, para estudar o efeito do impacto da missão DART sobre Dimorphos.
Lançada em 2023, a Juice, da ESA, voou junto à Terra em 28 de setembro de 2026 para ganhar velocidade e segue para Júpiter, onde chegará em julho de 2031, segundo a agência.
A JAXA marcou o lançamento da MMX para 20 de outubro de 2026 (horário do Japão), em um foguete H3, rumo às luas de Marte, com o objetivo de coletar amostras de Fobos e trazê-las à Terra.
A missão Plato, da ESA, usará 26 câmeras para buscar planetas rochosos em torno de estrelas como o Sol; o lançamento em um Ariane 6 está previsto para março de 2027.
Lançado em 30 de agosto de 2026, o Roman viaja rumo ao ponto L2 para mapear bilhões de galáxias e buscar exoplanetas; a NASA prevê as primeiras imagens no início de 2027.
Missão chinesa que pretende coletar amostras de um asteroide, a Tianwen-2 foi lançada em 2025 e, segundo a CNSA, chegou a 20 km do alvo em julho de 2026.
Cada cartão resume um acontecimento e leva a uma página detalhada, com objetivo, resultado, participantes, ficha técnica e a lista das fontes consultadas. As datas seguem o que as agências e os arquivos oficiais registram. Quando uma missão se estende por vários dias, indicamos o marco principal no título e explicamos o intervalo no texto.
A seleção não pretende esgotar a história espacial. Escolhemos marcos que ajudam a entender como a humanidade saiu do primeiro foguete de combustível líquido até telescópios, sondas e estações em órbita. Incluímos também etapas do programa espacial brasileiro, porque a história do país costuma ficar de fora das cronologias internacionais.
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