Objetivo
Estudar energia escura, matéria escura e exoplanetas por meio de grandes levantamentos do céu no infravermelho, segundo a NASA.
Situação e resultado
O observatório foi lançado com sucesso em 30 de agosto de 2026 e está em comissionamento. Seus instrumentos principais foram ligados em setembro, mas a fase científica ainda não começou.
Contexto
O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman é um observatório infravermelho da NASA projetado para examinar grandes áreas do céu com nitidez comparável à do Hubble. Segundo a agência, sua missão é explorar a matéria escura, a energia escura e mundos fora do Sistema Solar, os exoplanetas. Com um campo de visão que a NASA descreve como pelo menos cem vezes maior que o do Hubble, ele foi pensado para varrer o céu de forma rápida.
Até setembro de 2026 esse observatório era um projeto em construção. Hoje é uma missão em voo: o lançamento ocorreu em 30 de agosto de 2026 e, no momento desta verificação, em 29 de setembro, a nave está a caminho de seu destino final. O que segue nesta página separa o que a NASA já confirmou do que continua sendo previsão.
A NASA apresenta o telescópio como uma missão de cinco anos. Uma atualização de setembro de 2026, porém, afirma que o combustível economizado permite pelo menos 22 anos de operação potencial, o que não é o mesmo que uma missão aprovada por esse período.
O lançamento
O Roman decolou em 30 de agosto de 2026, às 7h26 no horário da costa leste dos Estados Unidos (EDT), a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A, no Kennedy Space Center, na Flórida. O comunicado da NASA informa que os propulsores laterais voltaram em segurança ao local de lançamento para serem recondicionados.
A separação entre o telescópio e o estágio superior ocorreu 31 minutos após a decolagem, e a telemetria foi recebida pelo Goddard Space Flight Center cerca de sete minutos depois do lançamento, segundo a NASA. Esses marcos indicam que a etapa inicial correu conforme o planejado, mas o lançamento é apenas o começo da fase de verificação do observatório.
Uma correção de trajetória feita em 31 de agosto usou cerca de 18 quilos de combustível, contra 200 quilos previstos no orçamento, segundo a NASA. A agência afirma que a precisão superou 99 por cento, e essa economia é a base do aumento da vida útil potencial citado acima.
A viagem até L2 e o comissionamento
O destino do Roman é o segundo ponto de Lagrange Sol-Terra, o L2, a cerca de 1 milhão de milhas da Terra. A NASA informa que a viagem dura cerca de três meses. Em atualização de 14 de setembro, a agência disse que a inserção em órbita ao redor de L2 está prevista para aproximadamente 100 dias após o lançamento, isto é, no início de dezembro, e que uma segunda correção de curso estava planejada para o fim de setembro.
Depois da chegada, serão necessárias manobras de manutenção de posição aproximadamente a cada 28 dias, segundo o mesmo texto. Como o observatório ainda não chegou ao L2, não é correto dizer que já opera de lá, e uma página da agência que fala em posição de L2 se refere ao destino da nave.
Em postagens de 1 de setembro, a NASA informou a implantação da antena e de uma viseira do telescópio e o ligamento do coronógrafo, o instrumento demonstrador de tecnologia. Segundo o texto de 15 de setembro, a câmera principal, o Wide Field Instrument, foi ativada em 11 de setembro. O coronógrafo passou por verificações e começou um ciclo de descontaminação de 30 dias.
Os instrumentos
O Wide Field Instrument é uma câmera infravermelha de 300 megapixels com 18 detectores, segundo a NASA. A agência diz que a área sensível dos detectores é comparável à de uma tela de notebook e que a câmera opera a cerca de menos 183 graus Celsius. Cada imagem cobre uma região do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia, com nitidez semelhante à do Hubble.
O Coronagraph Instrument tem um papel diferente. Ele é descrito pela NASA como um demonstrador tecnológico para obter imagens de planetas semelhantes a Júpiter fora do Sistema Solar, bloqueando o brilho da estrela por meio de máscaras. A agência informa que o instrumento opera a 22 graus Celsius e que as máscaras têm o tamanho de uma moeda de 25 centavos americana.
O espelho primário tem 2,4 metros de diâmetro, segundo a página da missão. A NASA afirma que a velocidade de levantamento do Roman é cerca de mil vezes a do Hubble e que ele enviará em torno de 1,4 terabytes de dados por dia, a maior taxa entre as missões de astrofísica da agência.
Parceiros e rede de solo
A NASA cita entre os parceiros o Goddard, o Jet Propulsion Laboratory e o Caltech/IPAC, além das empresas BAE Systems, L3Harris Technologies e Teledyne Scientific & Imaging. Entre os parceiros internacionais aparecem a ESA, a JAXA, o CNES e o Instituto Max Planck.
Em 25 de setembro, a agência informou que todas as estações de solo estão prontas para receber dados, a taxas de até 500 megabits por segundo. A rede inclui as antenas da Near Space Network em White Sands, no Novo México, a estação da ESA perto de New Norcia, na Austrália Ocidental, e a estação de espaço profundo de Misasa, da JAXA, em Saku, no Japão. Os testes ocorreram entre 7 e 17 de setembro.
A NASA observa que gotas de chuva são de tamanho próximo ao do comprimento das ondas de rádio usadas, por isso o sistema conta com redundância e com pedidos automáticos de retransmissão quando o clima atrapalha a recepção.
O que muda para a astronomia
Segundo a NASA, o Roman deverá medir a luz de um bilhão de galáxias ao longo de sua vida e contribuir para estudos de energia escura, exoplanetas e astrofísica no infravermelho. Esses objetivos foram descritos pela agência e representam metas, não resultados obtidos até agora.
O grande volume de dados diário é parte do desenho da missão. A intenção da NASA, conforme os comunicados, é que astrônomos possam analisar rapidamente o material dos levantamentos, algo que só será possível quando a fase científica começar.
O que ainda não está confirmado
A NASA prevê as primeiras imagens no início de 2027 e o começo das operações científicas em torno da mesma época, mas não fixou uma data. A inserção em L2 está prevista para cerca de 100 dias após o lançamento, sem dia exato divulgado nas fontes consultadas.
Também não foi confirmada uma missão de mais de cinco anos: a menção a pelo menos 22 anos de potencial refere-se à quantidade de combustível, não a uma decisão de operar por esse período.
Há uma pequena divergência de datas nas fontes da NASA: o texto de 15 de setembro situa a ativação da câmera principal em 11 de setembro, enquanto a postagem que anuncia a ativação está datada de 15 de setembro. Adotamos a data de 11 de setembro, apresentada no corpo do texto. Este conteúdo foi verificado em 29 de setembro de 2026.
O que ainda não está confirmado
- Data exata da inserção em órbita no ponto L2
- Data da divulgação das primeiras imagens científicas
- Início oficial dos levantamentos científicos
- Duração real da missão além dos cinco anos planejados
Fontes consultadas
- NASA's Dark Universe-Seeking Nancy Grace Roman Space Telescope Launches — NASAFonte oficial
- Fuel Savings Double Potential Lifetime for NASA's Roman Mission — NASA ScienceFonte oficial
- NASA Activates Roman's Primary Instrument, Checks Out Coronagraph — NASA ScienceFonte oficial
- NASA's Roman Team Confirms Ground Stations Receiving Data — NASA ScienceFonte oficial
- Nancy Grace Roman Space Telescope — NASA ScienceFonte oficial
Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

