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Júpiter e luas

O maior planeta do Sistema Solar e seu séquito de luas, incluindo Europa e Io: dados físicos e as missões Voyager, Galileo e Juno que revelaram esse sistema.

Leitura de 4 min · Atualizado em 29 de setembro de 2026

O gigante gasoso

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Segundo a NASA, seu raio é de 69.911 quilômetros, cerca de 11 vezes a largura da Terra, e ele orbita a aproximadamente 778 milhões de quilômetros do Sol, o equivalente a 5,2 unidades astronômicas. A luz do Sol leva cerca de 43 minutos para chegar até lá, e uma volta completa em torno da estrela dura cerca de 12 anos terrestres.

Apesar do tamanho, o planeta gira depressa: o dia jupiteriano dura 9,9 horas, o mais curto do Sistema Solar. A atmosfera é composta principalmente de hidrogênio e hélio, com três camadas de nuvens ao longo de cerca de 71 quilômetros. A rotação rápida cria fortes correntes de ar que separam as nuvens em faixas escuras e zonas claras.

A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade duas vezes mais larga que a Terra e observada há mais de 300 anos, segundo a NASA. Dados recentes da sonda Juno indicam que ela se estende por cerca de 500 quilômetros abaixo do topo das nuvens.

Um sistema de luas

Júpiter tem 115 luas oficialmente reconhecidas pela União Astronômica Internacional, de acordo com a NASA. As quatro maiores, Io, Europa, Ganimedes e Calisto, são chamadas de galileanas porque foram observadas pela primeira vez por Galileu Galilei em 1610. O conjunto forma um verdadeiro sistema planetário em miniatura.

Cada uma dessas luas tem características próprias. Io, mencionada nos resultados da missão Juno, é vulcanicamente ativa. Europa se tornou um dos alvos científicos mais importantes do Sistema Solar depois que a missão Galileo reuniu evidências de um oceano líquido sob a superfície de gelo.

Voyager: o primeiro olhar de perto

As sondas Voyager fizeram o primeiro reconhecimento detalhado do sistema de Júpiter. A Voyager 1, lançada em 5 de setembro de 1977, chegou à máxima aproximação em 5 de março de 1979. Segundo a NASA, ela descobriu um fino anel em torno do planeta e duas novas luas, Tebe e Métis.

A Voyager 2, lançada em 20 de agosto de 1977, passou por Júpiter em 9 de julho de 1979. A agência informa que ela descobriu uma 14ª lua e transmitiu 17.000 novas imagens do sistema planetário. As duas sondas seguiram depois para outros destinos.

Galileo: a primeira órbita

A missão Galileo foi lançada em 18 de outubro de 1989 a bordo do ônibus espacial Atlantis e chegou a Júpiter em 7 de dezembro de 1995. Antes, em 13 de julho de 1995, liberou uma sonda atmosférica que entrou na atmosfera do planeta a cerca de 170.000 quilômetros por hora e desceu cerca de 200 quilômetros pelas nuvens, até que altas temperaturas silenciaram seus transmissores, após 58 minutos.

A missão descobriu evidências de oceanos líquidos sob a superfície gelada de Europa. Por causa disso, e para evitar a contaminação de uma lua que poderia abrigar vida, a NASA decidiu terminar a missão de forma deliberada, e a nave mergulhou na atmosfera de Júpiter em 21 de setembro de 2003.

Juno e as missões seguintes

A Juno foi lançada em 5 de agosto de 2011 e entrou em órbita de Júpiter em 4 de julho de 2016, depois de uma viagem de cerca de 1,7 bilhão de milhas. Entre seus resultados, segundo a NASA, estão a constatação de que as faixas de nuvens se estendem por cerca de 1.900 milhas abaixo do topo, o que é muito mais fundo do que se pensava, e a descoberta de que o núcleo do planeta é maior e mais difuso do que o esperado.

A sonda também encontrou ciclones polares tão grandes quanto a Terra e um campo magnético mais de 30 vezes mais intenso que o terrestre, e mostrou que a água é muito mais abundante perto do equador do que os dados de uma sonda anterior sugeriam. A página oficial da missão foi escrita prevendo o fim das operações em setembro de 2025, e por isso o estado atual da nave não é tratado aqui como fato.

A missão seguinte é a Europa Clipper, lançada em 14 de outubro de 2024 num foguete Falcon Heavy. Segundo a NASA, a chegada a Júpiter está prevista para abril de 2030, e a nave deve fazer 49 sobrevoos próximos de Europa para determinar se existem, sob a superfície, lugares que poderiam sustentar vida. Trata-se de plano, e não de resultado.

Por que Júpiter importa

Júpiter é um laboratório natural para entender planetas gigantes, inclusive os que existem ao redor de outras estrelas. Os dados da Juno sobre a profundidade das faixas de nuvens, o núcleo e o campo magnético ajudam a testar teorias sobre como esses mundos se formam e evoluem.

Suas luas, por sua vez, estão entre os melhores candidatos do Sistema Solar para a existência de ambientes habitáveis. A busca por oceanos sob o gelo, iniciada com os resultados da Galileo, orienta boa parte da exploração planetária atual.

O que ainda não está confirmado

Não há confirmação de vida em Europa nem em qualquer outra lua de Júpiter. A existência de um oceano é sustentada por evidências reunidas pela Galileo, e a Europa Clipper foi planejada justamente para investigar se ali há condições que sustentariam vida.

Os dados de status da Juno e de chegada da Europa Clipper vêm das páginas oficiais da NASA e podem mudar. Para acompanhar os marcos históricos com mais detalhe, consulte os eventos relacionados na linha do tempo do site.

Fontes consultadas

  1. Jupiter Facts — NASA ScienceFonte oficial
  2. Voyager 1 — NASA ScienceFonte oficial
  3. Voyager 2 — NASA ScienceFonte oficial
  4. Galileo — NASA ScienceFonte oficial
  5. Juno — NASA ScienceFonte oficial
  6. Europa Clipper — NASA ScienceFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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