Excelsior TX
Destinos

Sol

A estrela que sustenta o Sistema Solar: dados físicos do Sol, o que observatórios como o SOHO e a sonda Parker Solar Probe revelaram, e por que estudá-lo importa para a vida na Terra.

Leitura de 4 min · Atualizado em 29 de setembro de 2026

A estrela mais próxima

O Sol é a única estrela do Sistema Solar e concentra a quase totalidade de sua massa. Segundo a NASA, é uma bola quente e brilhante de hidrogênio e hélio, com cerca de 1,4 milhão de quilômetros de diâmetro, ou seja, aproximadamente 100 vezes a largura da Terra e 10 vezes a de Júpiter. Seria preciso reunir mais de 330.000 Terras para igualar sua massa. Está a cerca de 150 milhões de quilômetros do nosso planeta.

A agência classifica o Sol como uma estrela do tipo anã amarela, com cerca de 4,6 bilhões de anos. Como é feito de plasma, ele não gira como um corpo rígido: no equador completa uma volta a cada cerca de 25 dias terrestres, e nas regiões polares leva cerca de 36 dias.

Uma estrutura em camadas e um enigma

A NASA informa que a temperatura no núcleo é de cerca de 15 milhões de graus Celsius. A superfície visível, chamada de fotosfera, está a aproximadamente 5.500 graus Celsius. A atmosfera externa, a coroa, chega a cerca de 2 milhões de graus Celsius, ou seja, é muito mais quente que a superfície abaixo dela.

Esse contraste é um dos grandes enigmas da física solar e aparece como um dos três objetivos centrais da missão Parker Solar Probe: entender por que a coroa é mais quente que a fotosfera, como o vento solar é acelerado e quais processos energizam as partículas de alta energia. São perguntas com consequências práticas, porque o Sol afeta o ambiente ao redor da Terra.

SOHO: três décadas de observação

O Observatório Solar e Heliosférico, o SOHO, é uma missão conjunta da ESA e da NASA. Foi lançado em 2 de dezembro de 1995 e chegou à sua posição de operação em 14 de fevereiro de 1996, no ponto de Lagrange L1 entre o Sol e a Terra, a cerca de 932.000 milhas, ou 1,5 milhão de quilômetros, do nosso planeta. A ESA lidera a missão, e a NASA forneceu três instrumentos e o serviço de lançamento.

O SOHO foi planejado para funcionar por três anos, até 1998, mas continuou a operar. Em dezembro de 2025, segundo a NASA, completou 30 anos de operação contínua, acompanhando dois ciclos solares completos de 11 anos e monitorando os efeitos do clima espacial sobre a Terra. Entre os resultados, a agência cita a localização da origem do vento solar rápido, nos cantos do campo magnético perto dos polos do Sol, e a identificação de mais de 5.000 cometas até março de 2024.

Parker Solar Probe: tocar a coroa

A Parker Solar Probe foi lançada em 12 de agosto de 2018, às 7h31 UTC, da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. A NASA descreve a missão como a de uma espaçonave que chegou a tocar o Sol: em 14 de dezembro de 2021, em seu primeiro periélio, ela entrou na coroa, fato que a agência registra como a primeira vez em que uma nave tocou a estrela.

A aproximação mínima prevista na missão é de cerca de 3,9 milhões de milhas, ou 6,2 milhões de quilômetros da superfície solar, a uma velocidade de cerca de 430.000 milhas por hora no ponto mais próximo. Para suportar essas condições, a sonda usa um escudo térmico de carbono-carbono de cerca de 4,5 polegadas de espessura, que protege os instrumentos de temperaturas próximas de 1.377 graus Celsius. A missão de sete anos prevê 24 órbitas em torno do Sol.

Outros observatórios solares

Além do SOHO e da Parker Solar Probe, a NASA cita entre as naves que estudam o Sol atualmente o Solar Orbiter e o Solar Dynamics Observatory. Eles investigam fenômenos como as erupções solares, as ejeções de massa coronal e a dinâmica do campo magnético.

A combinação de observatórios com pontos de vista diferentes, de um ponto de Lagrange a uma trajetória que mergulha na coroa, permite acompanhar a estrela de perto e a distância e é a base do que se sabe hoje sobre a atividade solar.

Por que o Sol importa

Entender o Sol é entender o ambiente onde a Terra existe. A NASA lembra que os dados da Parker Solar Probe são importantes para compreender o efeito do clima espacial sobre satélites e tecnologias. Erupções e ejeções de massa coronal podem afetar a região ao redor do planeta, e por isso a observação contínua da estrela é considerada útil também para fins práticos.

O Sol é ainda o exemplo de estrela mais estudado em detalhe. O que se aprende sobre sua coroa, seu vento e seus ciclos serve de referência para o estudo de outras estrelas.

O que ainda não está confirmado

O mistério do aquecimento da coroa e a aceleração do vento solar continuam sendo objeto de pesquisa, e a Parker Solar Probe foi concebida justamente para respondê-los. Esta página não apresenta resultados finais sobre o tema, porque nenhum foi confirmado nas páginas oficiais consultadas.

Também não foram incluídas missões futuras nem o estado atual da Parker Solar Probe além do que consta na página oficial. Para ver cada marco com mais detalhe, consulte os eventos relacionados na linha do tempo do site.

Fontes consultadas

  1. Sun Facts — NASA ScienceFonte oficial
  2. SOHO — NASA ScienceFonte oficial
  3. Parker Solar Probe — NASA ScienceFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

Na linha do tempo (1)

Continue explorando

← Destinos

Este site usa apenas armazenamento essencial no seu navegador, para lembrar o tema escolhido e este aviso. Não usamos cookies de publicidade nem de análise. Veja a Política de Cookies.