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12 de agosto de 2018 · Sol

Parker Solar Probe: a sonda que entrou na atmosfera do Sol

Lançada em 12 de agosto de 2018, a Parker Solar Probe foi a primeira nave a atravessar a coroa solar e chegou, em dezembro de 2024, a 3,8 milhões de milhas da superfície do Sol.

Leitura de 4 min · NASA

Foguete Delta IV Heavy decolando de Cabo Canaveral com a Parker Solar Probe, em 12 de agosto de 2018
Foguete Delta IV Heavy decolando de Cabo Canaveral com a Parker Solar Probe, em 12 de agosto de 2018 Crédito: NASA/Bill Ingalls. Licença: Imagem da NASA, em geral sem sujeição a direitos autorais nos EUA (política de mídia da NASA). Página da imagem · Regras de uso

Objetivo

Estudar a coroa solar e o vento solar de perto, com medições de campos elétricos e magnéticos, partículas e estruturas da atmosfera do Sol, para entender fenômenos que afetam o clima espacial.

Resultado

Em 14 de dezembro de 2021, a NASA anunciou que a sonda atravessou a coroa e coletou partículas e campos ali. Em 24 de dezembro de 2024, ela chegou a 3,8 milhões de milhas da superfície solar a 430.000 mph, marca igualada em passagens posteriores.

Contexto

O Sol lança continuamente um fluxo de partículas carregadas, o vento solar, que atravessa o Sistema Solar e afeta a Terra. Quem descreveu esse fenômeno em teoria foi o físico Eugene N. Parker, que nos anos 1950 era jovem professor na Universidade de Chicago e desenvolveu um modelo matemático que previa o vento solar. Segundo a NASA, em 2017 a espaçonave e a missão foram renomeadas em sua homenagem.

Faltava, porém, chegar perto o bastante para observar de que forma a coroa, a atmosfera externa do Sol, é aquecida e como o vento solar é acelerado. Só medições no local, dentro da região onde esses processos ocorrem, poderiam responder às perguntas, e isso exigia uma nave capaz de suportar calor e radiação extremos.

A espaçonave e o lançamento

A Parker Solar Probe foi desenvolvida no programa Living With a Star, da NASA, criado para estudar o sistema Sol-Terra. O Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (APL) projetou, construiu e opera a nave. No lançamento, ela tinha 685 quilos, segundo a NASA.

O lançamento ocorreu em 12 de agosto de 2018, às 7h31 UTC, em um foguete Delta IV Heavy, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida. A NASA informa que, no lançamento, o próprio Parker acompanhou o voo, o que a agência descreve como a primeira vez que uma pessoa viva viu o lançamento de uma nave com seu nome. Ele morreu em março de 2022. A missão foi planejada para 24 órbitas ao redor do Sol ao longo de sete anos.

Os sobrevoos de Vênus

A trajetória da Parker inclui sobrevoos de Vênus ao longo da missão. Segundo o Laboratório de Física Aplicada, houve sete sobrevoos, em 3 de outubro de 2018, 26 de dezembro de 2019, 11 de julho de 2020, 20 de fevereiro de 2021, 16 de outubro de 2021, 21 de agosto de 2023 e 6 de novembro de 2024.

O último sobrevoo de Vênus antecedeu em menos de dois meses a passagem mais próxima do Sol. As páginas oficiais citadas apenas listam essas datas, sem detalhar a função de cada sobrevoo.

Instrumentos e escudo térmico

A nave leva quatro conjuntos de instrumentos. O FIELDS mede campos elétricos e magnéticos, com cinco antenas e três magnetômetros. O WISPR é o único de imagem e fotografa estruturas de longe, como ejeções de massa coronal, para observar fenômenos antes de a nave chegar a eles. O SWEAP conta os elétrons, prótons e íons de hélio do vento solar e mede velocidade, densidade e temperatura. O ISʘIS registra partículas energéticas em uma ampla faixa de energia.

Um escudo térmico de carbono-composto, com 4,5 polegadas de espessura, protege os instrumentos e foi projetado para suportar quase 2.500 graus Fahrenheit (1.377 °C). Em comunicado de 2026, a NASA informou que o sistema de proteção térmica enfrenta cerca de 1.700 °F no ponto de maior aproximação. As duas cifras se referem a grandezas diferentes: uma é o limite do projeto, e a outra é a condição relatada na passagem.

A primeira passagem pela coroa

Em 14 de dezembro de 2021, a NASA anunciou que a Parker havia atravessado a atmosfera superior do Sol, a coroa, e coletado partículas e campos magnéticos ali. A agência classificou o feito como a primeira vez em que uma espaçonave tocou o Sol. A frase da agência descreve o toque como o de uma nave que voou pela atmosfera superior do Sol.

As páginas oficiais citadas trazem apenas a data do anúncio, sem a data exata da travessia nem a distância dessa primeira passagem.

O recorde de 24 de dezembro de 2024

Em 24 de dezembro de 2024, a sonda chegou a 3,8 milhões de milhas da superfície solar, a cerca de 430.000 milhas por hora. A NASA cita equivalentes métricos de cerca de 6,1 a 6,2 milhões de quilômetros e 687.000 quilômetros por hora. A diferença entre 6,1 e 6,2 aparece entre as páginas da NASA e do Laboratório de Física Aplicada. O Laboratório de Física Aplicada afirma que a Parker detém os recordes de menor distância do Sol e de objeto mais rápido já feito pelo ser humano.

Nas passagens seguintes, a nave igualou essas marcas em 22 de março, 19 de junho, 16 de setembro e 13 de dezembro de 2025, em 11 de março de 2026, em 8 de junho de 2026 e, na 29ª aproximação, em 4 de setembro de 2026. Em 7 de setembro, um tom de baliza confirmou que os sistemas operavam normalmente. A nave passou nove dias de forma autônoma ao redor do periélio, por limitações de comunicação, e a transmissão detalhada de telemetria começou em 11 de setembro.

Resultados científicos e futuro

Entre os resultados de aproximações recentes, um estudo publicado em 11 de dezembro de 2025 na Astrophysical Journal Letters, com imagens do WISPR na passagem de dezembro de 2024, descreveu fluxos de material solar que voltam em direção ao Sol depois de ejeções de massa coronal. Segundo a NASA, esse retorno recicla campo magnético e pode alterar em alguns graus a trajetória de ejeções seguintes, o que importa para a previsão do clima espacial.

A missão foi lançada perto do mínimo do ciclo solar de 2018 e hoje opera em período de máximo, segundo a NASA. Em 2026, após a Revisão Sênior de Heliofísica, a agência informou que a missão foi estendida até 2029. Por ser uma extensão anunciada, o calendário pode mudar. Questões em aberto, como o mecanismo exato de aquecimento da coroa, seguem em estudo e não são resolvidas por um único resultado.

Fontes consultadas

  1. Parker Solar Probe — NASA ScienceFonte oficial
  2. After Latest Swing Past Sun, NASA's Parker Solar Probe Checks In — NASA ScienceFonte oficial
  3. NASA's Parker Solar Probe Completes 26th Closest Approach to Sun — NASA ScienceFonte oficial
  4. Parker Solar Probe Makes 28th Close Pass of Sun — NASA ScienceFonte oficial
  5. NASA's Parker Solar Probe Spies Solar Wind 'U-Turn' — NASA ScienceFonte oficial
  6. Parker Solar Probe Instruments — NASA ScienceFonte oficial
  7. Parker Solar Probe — Johns Hopkins APLComplementar

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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