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16 a 24 de julho de 1969 · Lua

Apollo 11: os primeiros seres humanos na Lua

Em julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousaram o módulo Eagle no Mar da Tranquilidade e caminharam na superfície lunar, enquanto Michael Collins aguardava em órbita.

Leitura de 5 min · NASA

Buzz Aldrin caminha na superfície lunar ao lado de uma das pernas do módulo lunar Eagle, em fotografia feita por Neil Armstrong.
Buzz Aldrin caminha na superfície lunar ao lado de uma das pernas do módulo lunar Eagle, em fotografia feita por Neil Armstrong. Crédito: NASA (fotografia AS11-40-5903, tirada por Neil Armstrong). Licença: Imagem da NASA, em geral sem sujeição a direitos autorais nos EUA (política de mídia da NASA). Página da imagem · Regras de uso

Objetivo

Realizar o primeiro pouso tripulado na Lua, fazer atividades científicas e coletar amostras na superfície e trazer a tripulação de volta à Terra em segurança.

Resultado

Armstrong e Aldrin pousaram em 20 de julho de 1969 e caminharam na superfície, instalaram experimentos e coletaram 21,55 kg de rochas e solo. A tripulação amerrissou no Pacífico em 24 de julho.

Contexto

A missão Apollo 11 foi o primeiro voo em que seres humanos pousaram na Lua. Ela fazia parte do programa Apollo, da NASA, cujo objetivo central era levar astronautas à superfície lunar e trazê-los de volta. A tripulação principal era formada por Neil Armstrong, comandante, Michael Collins, piloto do módulo de comando, e Edwin "Buzz" Aldrin, piloto do módulo lunar.

A tripulação reserva, segundo a NASA, era composta por James Lovell, Fred Haise e William Anders. O veículo de lançamento foi um Saturn V, identificado como AS-506, e a partida ocorreu no Cabo Kennedy, na Flórida, em 16 de julho de 1969, às 9h32 no horário de Nova York (EDT), o equivalente a 13h32 UTC.

A viagem até a órbita lunar

Depois do lançamento, a espaçonave entrou primeiro em uma órbita terrestre de cerca de 114 por 116 milhas (aproximadamente 183 por 187 quilômetros). Duas horas e 44 minutos após a partida, o terceiro estágio do foguete, o S-IVB, foi reacendido e colocou o conjunto em trajetória rumo à Lua.

Durante essa fase, o módulo de comando e serviço Columbia se separou do estágio, girou e acoplou ao módulo lunar Eagle, extraindo-o do compartimento em que viajava. O conjunto passou a seguir unido para a Lua. A NASA registra que a tripulação transmitiu durante o trajeto as primeiras imagens de televisão em cores feitas a partir de uma nave rumo à Lua.

O pouso no Mar da Tranquilidade

Em 20 de julho, o Eagle se separou do Columbia com Armstrong e Aldrin a bordo, enquanto Collins permaneceu em órbita lunar. A descida motorizada durou pouco mais de sete minutos. Nessa fase, segundo o resumo da NASA, Armstrong assumiu o controle manual do módulo lunar para evitar uma cratera.

O toque na superfície ocorreu às 20h17min40s UTC, no Mar da Tranquilidade (Mare Tranquillitatis), em coordenadas que o arquivo NSSDC da NASA informa como cerca de 0,674 grau de latitude norte e 23,473 graus de longitude leste. O ponto ficou a aproximadamente quatro milhas (cerca de 6 quilômetros) do local previsto. Em sua primeira mensagem, Armstrong disse, em tradução livre, que a base da Tranquilidade estava ali e que o Eagle havia pousado.

A caminhada lunar

Armstrong desceu à superfície às 2h56 UTC de 21 de julho, aproximadamente 109 horas e 42 minutos depois do lançamento. Aldrin saiu cerca de 20 minutos depois. A NASA afirma que a caminhada lunar durou mais de duas horas e meia, e o arquivo NSSDC informa que a escotilha foi fechada às 5h11 UTC. Juntos, os dois se afastaram no máximo cerca de 300 pés (uns 90 metros) do Eagle, e uma câmera de televisão foi posicionada a cerca de 30 pés (perto de 9 metros) do módulo.

Os astronautas instalaram o Pacote de Experimentos Científicos do Início do Apollo (EASEP), que incluía experimentos sísmicos, e um refletor para medição de distância por laser. Também fotografaram intensamente o terreno e os equipamentos, o que resultou em imagens como a que ilustra esta página. Segundo o arquivo NSSDC, Armstrong coletou uma amostra de contingência, e ao todo foram recolhidos 21,55 kg de rochas e solo, incluindo dois tubos de amostragem de subsolo.

Os dois deixaram na Lua objetos de caráter comemorativo. Entre eles, a NASA cita uma placa fixada ao estágio de descida, assinada pelo presidente Richard Nixon e pelos três astronautas, um disco de silício com mensagens de boa vontade de 73 países e medalhões em homenagem a astronautas e cosmonautas que haviam morrido.

Decolagem e retorno

A permanência do Eagle na superfície foi de 21 horas e 36 minutos. O motor do estágio de subida foi ligado às 17h54min01s UTC de 21 de julho, levando o módulo à órbita lunar, onde ele se acoplou ao Columbia às 21h34 UTC. Depois da transferência dos astronautas e do material coletado, o estágio de subida foi descartado em órbita lunar, à 0h01 UTC de 22 de julho.

A injeção na trajetória de volta à Terra ocorreu ainda em 21 de julho, e a nave voltou por uma trajetória de retorno livre. O módulo de comando amerrissou no oceano Pacífico em 24 de julho de 1969, a cerca de 13 milhas (por volta de 21 quilômetros) do navio de recuperação USS Hornet. A duração total do voo foi de 195 horas, 18 minutos e 35 segundos, segundo a NASA.

Experimentos que continuaram após a partida

O EASEP continuou a operar depois que os astronautas deixaram a Lua. O NSSDC informa que o pacote foi ativado às 4h40 UTC de 21 de julho, que suas operações iniciais terminaram em 3 de agosto de 1969 e que o último comando foi recebido em 27 de agosto do mesmo ano.

O refletor de laser deixado na superfície é um dos equipamentos citados pela NASA entre os instrumentos da missão. Ele permite medir com precisão a distância entre a Terra e a Lua por meio de feixes de luz enviados da Terra e refletidos de volta, embora este texto se limite ao que as fontes consultadas descrevem sobre a missão de 1969.

Tecnologia e equipamentos

O Saturn V foi o lançador de três estágios usado nas missões Apollo lunares. Na Apollo 11, o terceiro estágio realizou duas etapas de trabalho: primeiro colocou a nave em órbita terrestre e, depois, foi reacendido para a partida rumo à Lua. O conjunto lunar era formado pelo módulo de comando, pelo módulo de serviço e pelo módulo lunar, este composto por estágio de descida e estágio de subida.

O módulo de comando Columbia, fabricado pela North American Rockwell (unidade número 107), foi a única parte da espaçonave a voltar à Terra. Segundo o Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, ele foi transferido para o museu em 1971, depois de uma turnê patrocinada pela NASA, e hoje está em exibição em Washington, na mostra Destination Moon.

Legado e limites deste relato

A Apollo 11 tornou-se o marco mais conhecido do programa Apollo e abriu o caminho para as missões seguintes, que ampliaram o tempo de permanência na Lua e o volume de amostras trazidas. Os 21,55 kg de material coletados na missão inauguraram o acervo de amostras lunares estudadas em laboratório.

Este artigo limita-se a fatos documentados nas páginas oficiais consultadas. Algumas informações frequentemente citadas sobre a missão, como detalhes de alarmes do computador de bordo durante a descida, a quantidade de combustível restante no pouso ou os procedimentos de quarentena após o retorno, foram omitidas por não constarem das fontes oficiais citadas. Para aprofundar, a NASA mantém o Apollo Flight Journal e o Apollo Lunar Surface Journal, com transcrições comentadas das comunicações da missão.

Fontes consultadas

  1. Apollo 11 Mission Overview — NASAFonte oficial
  2. Apollo 11 Lunar Module / EASEP — NASA Space Science Data Coordinated Archive (NSSDCA)Fonte oficial
  3. Apollo 11 — NASAFonte oficial
  4. Command Module, Apollo 11 — Smithsonian National Air and Space MuseumComplementar

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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