Excelsior TX
Missão planejada · Órbita da Terra

CBERS-6: o que as fontes oficiais dizem sobre o próximo satélite sino-brasileiro

O CBERS-6 aparece em textos da AEB como parte do Plano Decenal Brasil-China 2013-2022, mas as páginas oficiais consultadas não trazem data de lançamento nem detalhes técnicos: sem data oficial confirmada.

Status incerto. Esta página descreve uma missão que ainda não foi concluída. As datas indicam o que a agência responsável informava em 29 de setembro de 2026 e podem mudar. Nada aqui deve ser lido como resultado confirmado.

Objetivo

Dar continuidade ao programa CBERS de satélites de observação da Terra de Brasil e China; as fontes consultadas não descrevem os objetivos técnicos específicos do CBERS-6.

Situação e resultado

Não há resultado, pois não foi encontrada confirmação oficial de lançamento. Segundo o INPE, os satélites CBERS-4 e CBERS-04A são os mais recentes citados nas páginas consultadas.

Contexto

O CBERS, sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, é o programa de cooperação entre Brasil e China para desenvolver e operar em órbita satélites de sensoriamento remoto. Segundo o INPE, o programa nasceu de uma parceria inédita no setor técnico-científico espacial e deu ao Brasil uma ferramenta poderosa para monitorar seu imenso território com satélites próprios.

Este texto trata do CBERS-6, mas o essencial precisa ser dito logo: nas páginas oficiais do INPE e da AEB consultadas não há data de lançamento, cronograma de construção nem descrição técnica do CBERS-6. Por isso, o status atribuído é de status incerto, e a data é apresentada como sem data oficial confirmada.

A única menção oficial encontrada é da AEB, que registra que a construção dos CBERS 5 e 6 está prevista no Plano Decenal China-Brasil 2013-2022. É uma frase de planejamento que se refere a um período já encerrado, e não um anúncio de lançamento.

A família CBERS até hoje

De acordo com o INPE, o CBERS-1 foi lançado em 14 de outubro de 1999 e o CBERS-2, em 21 de outubro de 2003. O CBERS-2B veio em 19 de setembro de 2007. O CBERS-3, em 9 de dezembro de 2013, falhou no lançamento, segundo a AEB e o INPE. O CBERS-4 foi lançado em 7 de dezembro de 2014.

Depois do sucesso do CBERS-4, Brasil e China assinaram um novo protocolo complementar para a fabricação de mais um satélite, o CBERS-04A. A AEB informa que ele foi aprovado pelo Congresso Nacional em agosto de 2016, e o INPE informa, em sua página inicial, que a parceria lançou o CBERS-04A em 2019.

Os lançamentos ocorreram a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, na China, em foguetes Longa Marcha 4B, segundo o INPE. A agência informa que o provedor do lançamento do CBERS-04A foi a China Great Wall Industry Corporation.

O que o INPE diz sobre os satélites em operação

Em texto de perguntas frequentes, o INPE afirma que o CBERS-4 foi lançado em 2014 com expectativa de vida de três anos, até dezembro de 2017, e continua em órbita e em plenas condições operacionais. O CBERS-04A tem vida útil estimada de cinco anos, segundo o mesmo texto, que informa uma massa de 1.730 quilos e órbita a 630 quilômetros de altitude.

O CBERS-04A usa as câmeras MUX e WFI, de origem brasileira, e a câmera chinesa WPM, que substituiu as câmeras PAN e IRS dos modelos anteriores. Segundo o INPE, a MUX tem resolução de 16,5 metros, a WFI, de 55 metros, e a WPM, de 8 metros no modo multiespectral e 2 metros no pancromático.

As imagens dos satélites são distribuídas gratuitamente, o que, segundo o INPE, permitiu o desenvolvimento de uma indústria nacional de serviços de geoinformação. Elas apoiam programas como o PRODES e o DETER, de monitoramento do desmatamento. O texto do INPE observa que as imagens do CBERS-04A, nas faixas do visível e do infravermelho próximo, não são adequadas para detecção de fogo nem de manchas de óleo, que exigem outras faixas ou radar.

Como funciona a cooperação

O INPE explica que a participação brasileira foi de 30% nos primeiros satélites e passou a 50% a partir do CBERS-3. A agência informa que a operação é compartilhada: a responsabilidade pelo controle do satélite passa de um país ao outro a cada dez meses, e cada país opera suas câmeras quando o satélite sobrevoa seu território.

Do lado chinês, o INPE cita como parceiros a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) e o centro de dados de satélites de recursos, o CRESDA. Do lado brasileiro, participam o INPE, a AEB e a indústria nacional.

O INPE informa ainda que os satélites CBERS não têm seguro contra perda no lançamento ou na operação, porque os dois países aceitam assumir os riscos. Esse é um dado sobre a estrutura do programa, e não sobre o CBERS-6.

Limites da informação disponível

Segundo o INPE, a AEB está revisando os programas em curso, incluindo o CBERS, e o Programa Nacional de Atividades Espaciais está em revisão. O mesmo texto observa que o Brasil não dispõe de um lançador capaz de colocar em órbita satélites do porte dos CBERS, de cerca de duas toneladas, e que o programa Ciclone 4, com a Ucrânia, foi descontinuado.

Esses pontos foram publicados pelo INPE em um texto de perguntas frequentes com data indicada de setembro de 2024, e podem ter mudado. Eles ajudam a entender o cenário institucional, mas não permitem inferir cronograma, escopo ou custos do CBERS-6.

Também não foi encontrada, em páginas oficiais da CNSA ou da CAST abertas nesta verificação, informação sobre o CBERS-6. Por isso, nenhuma afirmação sobre a participação chinesa específica nesse satélite é feita aqui.

O que ainda não está confirmado

Não há data oficial confirmada para o lançamento do CBERS-6. Também não há, nas fontes consultadas, informação sobre instrumentos, órbita, massa, divisão de custos ou empresa responsável por sua construção.

Não foi possível confirmar se o desenho previsto no Plano Decenal China-Brasil 2013-2022 foi mantido, alterado ou substituído. O texto da AEB que menciona os CBERS 5 e 6 também trata o CBERS-04A como satélite ainda por lançar, o que indica que foi escrito antes de 2019.

Este conteúdo foi verificado em 29 de setembro de 2026 e será atualizado se o INPE, a AEB, a CNSA ou a CAST divulgarem informações oficiais sobre o CBERS-6.

O que ainda não está confirmado

  • Data de lançamento do CBERS-6
  • Características técnicas e instrumentos do CBERS-6
  • Divisão de custos e cronograma de construção
  • Se o CBERS-6 mantém o desenho previsto no Plano Decenal 2013-2022

Fontes consultadas

  1. Satélites (Programa Espacial Brasileiro) — AEBFonte oficial
  2. Perguntas frequentes: CBERS — INPEFonte oficial
  3. Programa CBERS — INPEFonte oficial
  4. INPE (página inicial, resumo do programa CBERS) — INPEFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

Continue explorando

← Todas as missões planejadas

Este site usa apenas armazenamento essencial no seu navegador, para lembrar o tema escolhido e este aviso. Não usamos cookies de publicidade nem de análise. Veja a Política de Cookies.