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Missão planejada · Cometas e asteroides

Hera: a missão europeia de defesa planetária a caminho de Didymos

Lançada em outubro de 2024, a Hera, da ESA, deve chegar ao sistema de asteroides Didymos em novembro de 2026, segundo a agência, para estudar o efeito do impacto da missão DART sobre Dimorphos.

A caminho do destino. Esta página descreve uma missão que ainda não foi concluída. As datas indicam o que a agência responsável informava em 29 de setembro de 2026 e podem mudar. Nada aqui deve ser lido como resultado confirmado.

Objetivo

Realizar o levantamento detalhado do sistema binário de asteroides Didymos e Dimorphos após o impacto da missão DART, e transformar esse teste em uma técnica de defesa planetária bem compreendida e repetível.

Situação e resultado

A sonda foi lançada em 7 de outubro de 2024 e passou por Marte em 12 de março de 2025. A chegada a Didymos, prevista para novembro de 2026 pela ESA, ainda não ocorreu na data desta verificação.

Contexto

Em 26 de setembro de 2022, a espaçonave DART, da NASA, colidiu de propósito com Dimorphos, a pequena lua do asteroide Didymos, para testar se um impacto cinético poderia alterar a trajetória de um asteroide. As observações posteriores mostraram, segundo a ESA, que a rotação de Dimorphos em torno de Didymos foi de fato modificada. Faltava, porém, examinar de perto o resultado: o tamanho da cratera, a massa da lua e o modo como o impacto transferiu movimento.

É esse o trabalho da Hera, a primeira missão de defesa planetária da ESA. A agência descreve o objetivo como realizar o levantamento detalhado do sistema binário de asteroides depois do impacto e transformar o teste da DART em uma técnica bem compreendida e repetível. Este texto separa o que já ocorreu, o lançamento e a passagem por Marte, do que ainda é plano, principalmente a chegada e as operações em Didymos.

Os alvos

Segundo a ESA, Didymos, o corpo principal, tem cerca de 780 metros de diâmetro, e Dimorphos, a lua, cerca de 151 metros, comparável ao tamanho da Grande Pirâmide de Gizé. A Hera usará imageamento visual de alta resolução, mapeamento a laser e ciência por rádio para medir a massa de Dimorphos, o que permite calcular a eficiência com que o impacto transferiu momento, além de sua forma, volume e o novo estado dinâmico do sistema.

A missão também examinará a cratera aberta pela DART, com material fresco e sem intemperismo, e material pristino do subsolo. A ESA lembra que a Hera nasceu de uma proposta anterior, a AIM, que previa chegar ao sistema em 2022; a Hera chega depois do impacto, o que permite estudar as consequências.

O que já aconteceu

A Hera foi lançada em 7 de outubro de 2024, às 14h52 UTC (16h52 CEST), por um foguete Falcon 9 da SpaceX, a partir da Base da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A sonda tem dois painéis solares de cinco metros e navega com rastreadores estelares e rodas de reação, e a ESA a compara em porte a uma pequena van. Uma característica central é a navegação autônoma, que permite operar perto de asteroides sem comandos em tempo real da Terra.

Em 12 de março de 2025, a Hera passou por Marte, a cerca de 5.000 km da superfície do planeta e 300 km de Deimos, a menor das duas luas marcianas. A gravidade de Marte redirecionou a trajetória em direção a Didymos, encurtando a viagem em meses e economizando combustível. Foi o primeiro uso científico dos instrumentos da sonda, que observaram Deimos.

Segundo a ESA, em agosto de 2025 a equipe treinou o imageamento de asteroides, e uma segunda manobra no espaço profundo estava prevista para fevereiro de 2026. A agência afirma que a confiabilidade do sistema de propulsão permitiu desenhar um plano de manobras mais agressivo, com frenagem mais tardia e mais intensa na aproximação, o que antecipou a chegada em cerca de um mês.

O que ainda é planejado

A ESA indica chegada ao sistema Didymos em novembro de 2026, um mês antes do plano original. Depois, a sonda deve passar cerca de seis meses em observações a altitudes de 30 km a menos de 2 km, segundo a JAXA, com fases de reconhecimento, mapeamento detalhado de Dimorphos, investigação da cratera e uma descida final. Uma página da ESA fala em levantamento detalhado de Dimorphos em 2027.

Os dois CubeSats, do tamanho de uma mala, são o Milani, ligado à empresa italiana Tyvak, e o Juventas, ligado à GomSpace, de Luxemburgo. Segundo a ESA, o Milani vai avaliar a composição mineral de Dimorphos e o Juventas fará a primeira sondagem por radar do interior de um asteroide. A ESA descreve ambos como pousando em Dimorphos com sensores de superfície, mas isso permanece um plano.

Instrumentos e participantes

A ESA informa que a sonda leva 12 instrumentos científicos e dois CubeSats. A página do projeto japonês cita três câmeras: a Asteroid Framing Camera (AFC), o multiespectral HyperScout-H e o imageador térmico infravermelho TIRI, contribuição do Japão que, segundo a JAXA, ajudará a compreender as propriedades físicas e a formação do sistema de asteroides. Na passagem por Marte, três instrumentos foram usados: a AFC, o HyperScout H e o imageador térmico.

Um centro de controle dedicado aos CubeSats fica no Centro Europeu de Segurança e Educação Espacial, na Bélgica, com coordenação com o ESOC, na Alemanha, e o CNES, na França. A missão trabalha em conjunto com a NASA por meio do legado da DART.

O que ainda não está confirmado

Há divergência entre fontes oficiais sobre a chegada. A ESA, na página de chegada antecipada, fala em novembro de 2026. A página do projeto japonês, ligada à JAXA, cita dezembro de 2026 para o encontro. Outras páginas da ESA falam em final de 2026 e em 2026/2027. O site adota novembro de 2026 por ser a informação mais recente da agência responsável, mas a data precisa não está confirmada.

Nenhum resultado científico sobre Didymos e Dimorphos está disponível ainda, nem há confirmação sobre o desdobramento e a operação dos CubeSats. As páginas consultadas também não informam se a fase final de aproximação começou. Este texto será revisto quando a ESA divulgar a chegada.

O que ainda não está confirmado

  • A data exata de chegada a Didymos: ESA cita novembro de 2026, a página japonesa dezembro de 2026 e outras páginas da ESA falam em final de 2026
  • O desdobramento e a operação dos CubeSats Milani e Juventas e qualquer pouso sobre Dimorphos
  • Os resultados científicos sobre a massa de Dimorphos e a eficiência da transferência de momento do impacto
  • Se a sonda já iniciou a fase final de aproximação, pois as páginas consultadas não trazem esse dado para setembro de 2026

Fontes consultadas

  1. Hera — ESAFonte oficial
  2. ESA's Hera targets early arrival at Didymos asteroids — ESAFonte oficial
  3. Hera mission overview — ESAFonte oficial
  4. Hera takes flight: Didymos, here we come — ESAFonte oficial
  5. Hera Mars flyby — ESAFonte oficial
  6. From 2022 to 2026: a question of time — ESAFonte oficial
  7. Hera-JAPAN Project: Mission Summary — JAXA/ISASFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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