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5 de agosto de 2012 (horário do Pacífico) / 6 de agosto de 2012 (horário da costa leste dos EUA) · Marte

Curiosity pousa na cratera Gale, em Marte

O rover Curiosity, da missão Mars Science Laboratory, pousou na cratera Gale em agosto de 2012 com o sistema sky crane e segue ativo, escalando o monte Sharp mais de 14 anos depois.

Leitura de 5 min · NASA

Autorretrato do rover Curiosity no local Mojave, no monte Sharp, em Marte, onde a broca coletou sua segunda amostra da montanha
Autorretrato do rover Curiosity no local Mojave, no monte Sharp, em Marte, onde a broca coletou sua segunda amostra da montanha Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS. Licença: Imagem da NASA, em geral sem sujeição a direitos autorais nos EUA (política de mídia da NASA). Página da imagem · Regras de uso

Objetivo

Determinar se Marte já teve condições de sustentar vida microbiana, estudando a composição química e mineral das rochas da cratera Gale e o registro geológico do monte Sharp.

Resultado

O rover pousou com sucesso, encontrou evidências de ambientes antigos habitáveis, detectou moléculas orgânicas e permanece em operação, com milhares de dias marcianos de trabalho.

Contexto: um rover maior para uma pergunta maior

A missão Mars Science Laboratory foi concebida para responder a uma pergunta direta: Marte já teve condições de sustentar vida microbiana? Segundo a NASA, determinar a habitabilidade passada do planeta ajuda a comunidade científica a entender se a vida poderia ter existido ali. O rover Curiosity foi o veículo escolhido para essa investigação.

O Curiosity foi lançado em 26 de novembro de 2011, a bordo de um foguete Atlas V. A viagem até Marte durou cerca de oito meses e meio, segundo a California Academy of Sciences. O rover é muito maior e mais pesado que os anteriores: o museu afirma que ele pesa cerca de cinco vezes mais que Spirit e Opportunity, e a NASA o compara em tamanho a um carro Mini Cooper.

A NASA informa que a massa do rover é de 1.982 libras na gravidade da Terra e 743 libras na gravidade de Marte. Ele mede aproximadamente 10 pés de comprimento, 9 de largura e 7 de altura, sem contar o braço robótico, que alcança cerca de 2,2 metros. A energia vem de um gerador termoelétrico de radioisótopos, o MMRTG, e não de painéis solares.

O local do pouso: a cratera Gale

O alvo foi a cratera Gale, que fica no limite entre as terras altas crateradas do sul de Marte e as planícies lisas do norte, segundo a NASA. No centro dela há o monte Sharp, uma montanha sedimentar que a agência descreve com cerca de 5 quilômetros de altura. As camadas de rocha da montanha funcionam como um livro de história geológica, e a ideia da missão era lê-las de baixo para cima.

A cratera tem cerca de 96 milhas de diâmetro, ou aproximadamente 154 quilômetros, segundo a California Academy of Sciences. O museu também registra que o rover pousou a cerca de 2 quilômetros a nordeste do ponto de referência planejado. Esse dado vem apenas da fonte complementar.

Como foi o pouso

O pouso ocorreu na noite de 5 de agosto de 2012 no horário do Pacífico, o que corresponde à manhã de 6 de agosto na costa leste dos Estados Unidos, segundo a NASA. O museu californiano cita 22h32 no horário do Pacífico, mas indica a data como 6 de agosto, o que é inconsistente com a NASA; por isso este texto adota a data da agência e apresenta o horário como aproximado.

A técnica era nova. A brochura da missão descreve uma sequência em três etapas: entrada na atmosfera, abertura do paraquedas para frear o veículo e, por fim, o sistema chamado sky crane, que baixou o rover até a superfície.

A California Academy of Sciences afirma que a velocidade de entrada era de cerca de 21.000 quilômetros por hora, que 76 dispositivos pirotécnicos foram acionados sem falha e que 150 quilogramas de tungstênio foram descartados durante a manobra. O museu também relata que o paraquedas funcionou depois de anos armazenado. Esses números vêm de uma fonte complementar e não de uma página oficial da NASA.

Instrumentos

O rover leva dez instrumentos científicos, segundo a NASA. As câmeras incluem o Mastcam, que faz imagens panorâmicas coloridas, o MAHLI, que fotografa rochas e minerais em escala microscópica, e o MARDI, que gravou vídeo colorido da descida, a quatro quadros por segundo. Entre os espectrômetros, o APXS analisa elementos químicos, o ChemCam usa um laser para vaporizar material e estudar sua composição à distância e o CheMin identifica minerais por difração de raios X.

O SAM é um conjunto de instrumentos do tamanho de um forno de micro-ondas, com cerca de 40 quilogramas, que reúne cromatógrafo a gás, espectrômetro de massa e espectrômetro a laser para procurar compostos orgânicos. O RAD mede radiação de alta energia, o DAN busca hidrogênio no solo, sinal de água, e o REMS funciona como estação meteorológica. O conjunto MEDLI, no escudo térmico, coletou dados de engenharia durante a entrada atmosférica.

Resultados

A NASA destaca evidências de água persistente no passado, incluindo seixos arredondados que indicam um rio de profundidade entre o tornozelo e o quadril e mais de mil pés verticais de lamito, formado em antigos lagos rasos da cratera Gale. Em Yellowknife Bay, amostras do lamito Sheepbed revelaram enxofre, nitrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, além de argilas e condições de água doce.

O SAM detectou compostos orgânicos em várias amostras perfuradas do monte Sharp e das planícies ao redor. Em um artigo específico, a NASA relata que uma amostra chamada Mary Anning 3, coletada em outubro de 2020 em uma região rica em argila, revelou 21 moléculas com carbono, sete delas detectadas pela primeira vez em Marte. A agência ressalta que não é possível determinar se essas moléculas surgiram por processos biológicos ou geológicos.

O rover também mediu variações sazonais de metano, incluindo um aumento de dez vezes ao longo de dois meses, sem que a origem seja conhecida. Isótopos indicam que Marte perdeu boa parte de sua atmosfera e de sua água original, e o detector de radiação apontou níveis que, sem proteção, excederiam o limite de carreira de astronautas da NASA.

Situação em 2026

A missão primária estava prevista para dois anos, mas o Curiosity continua ativo. Segundo a NASA, o rover sobe o monte Sharp desde 2014 e, em 2026, marcou 1 quilômetro de ganho de elevação desde o pouso. As atualizações da agência registram o sol 5.000 na atualização de 28 de agosto de 2026 e o 14º aniversário do pouso em agosto de 2026. Um sol é o dia marciano.

A NASA informa que o rover coletou 42 amostras de rocha em pó com a broca e que recentemente foram adicionadas capacidades para reduzir o consumo de energia. Notícias recentes da página da missão mencionam texturas em favo de mel e formações chamadas boxwork, mas os detalhes dessas descobertas não são discutidos neste texto.

Limites e discordâncias entre as fontes

O Curiosity não encontrou vida nem prova de que ela tenha existido; a NASA usa termos como ingredientes e habitabilidade. A data do pouso muda conforme o fuso e há uma inconsistência na fonte complementar, como visto acima. A data exata do marco de 1 quilômetro de elevação também varia entre páginas, aparecendo em atualizações de agosto e setembro de 2026.

Para quem quiser se aprofundar, o artigo sobre a missão Perseverance e o helicóptero Ingenuity, neste site, mostra como a exploração de Marte avançou a partir do trabalho do Curiosity.

Fontes consultadas

  1. Mars Science Laboratory: Curiosity rover (MSL) — NASA/JPLFonte oficial
  2. Mars Science Laboratory: Curiosity Rover — NASAFonte oficial
  3. Curiosity: instrumentos científicos — NASAFonte oficial
  4. Curiosity: destaques científicos — NASAFonte oficial
  5. Curiosity: atualizações de ciência — NASAFonte oficial
  6. NASA's Curiosity Finds Organic Molecules Never Seen Before on Mars — NASAFonte oficial
  7. Curiosity Success — California Academy of SciencesComplementar
  8. MSL Curiosity Brochure — NASAFonte oficial

Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.

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