Como é a Lua
A Lua é o satélite natural da Terra e o corpo celeste mais próximo de nós. Segundo a NASA, seu raio é de cerca de 1.740 quilômetros, o que a torna menos de um terço tão larga quanto a Terra, e ela orbita o planeta a uma distância média de 384.400 quilômetros. A agência acrescenta que a Lua se afasta lentamente, cerca de uma polegada por ano, o que equivale a aproximadamente 2,5 centímetros.
A gravidade na superfície é de um sexto da terrestre, e uma volta completa em torno da Terra leva cerca de 27 dias terrestres. Como a rotação acontece no mesmo ritmo da translação, a Lua mostra sempre a mesma face para nós, o que se chama rotação sincronizada. A outra metade, o lado oculto, só foi vista por olhos humanos com a era espacial.
O ambiente é hostil. Não há atmosfera respirável, apenas uma exosfera muito tênue, e as temperaturas variam de cerca de 127 graus Celsius sob Sol pleno a aproximadamente menos 173 graus Celsius na sombra, de acordo com a NASA.
As primeiras sondas
A exploração lunar começou com sondas soviéticas. A Luna 2 foi lançada em 12 de setembro de 1959 e, em 13 de setembro, atingiu a superfície entre o Mare Imbrium e o Mare Serenitatis, tornando-se, segundo a NASA, a primeira espaçonave a alcançar outro corpo celeste. Seus instrumentos não detectaram campo magnético nem cinturões de radiação em torno da Lua, um resultado científico relevante mesmo sendo negativo. A sonda também levou emblemas soviéticos em esferas metálicas.
Ainda em 1959, uma espaçonave soviética permitiu que se observasse pela primeira vez o lado oculto, conforme registra a própria NASA em sua página de dados. Em 3 de fevereiro de 1966, a Luna 9 fez a primeira aterrissagem controlada e sobrevivente em um corpo celeste, de acordo com a lista de marcos robóticos da agência norte-americana. Essas missões prepararam o terreno para a etapa seguinte, a dos voos tripulados.
O programa Apollo
O momento mais conhecido da exploração da Lua é o pouso da Apollo 11. A missão foi lançada em 16 de julho de 1969 do Centro Espacial Kennedy, com Neil Armstrong como comandante, Edwin Aldrin como piloto do módulo lunar e Michael Collins como piloto do módulo de comando. O módulo lunar Eagle pousou no Mar da Tranquilidade em 20 de julho de 1969, às 16h17 no horário de verão do leste dos Estados Unidos, e Armstrong pisou na superfície às 22h56 do mesmo dia, no mesmo fuso.
Os dois astronautas exploraram o local por cerca de duas horas e meia, coletaram amostras, tiraram fotografias e deixaram uma bandeira, um emblema em homenagem à tripulação da Apollo 1 e uma placa. A NASA informa que ficaram cerca de 22 horas na Lua, e a missão terminou com o pouso no oceano em 24 de julho de 1969.
No conjunto do programa, segundo a NASA, os astronautas trouxeram 382 quilogramas de rochas e solo lunares. Esse material continua sendo estudado e é a base de muito do que sabemos sobre a idade e a composição da Lua.
A retomada robótica e o lado oculto
Depois do fim da era Apollo, a Lua passou décadas sob observação principalmente robótica. A NASA contabiliza mais de 105 espaçonaves robóticas lançadas para explorá-la. Uma delas, a indiana Chandrayaan-1, fez em 2008 a primeira descoberta definitiva de água na Lua, segundo a agência americana, e em 2020 o observatório SOFIA confirmou a presença de água em regiões iluminadas pelo Sol.
Em 3 de janeiro de 2019, a sonda chinesa Chang'e-4 pousou na cratera Von Kármán, na bacia Polo Sul-Aitken, às 10h26 no horário de Pequim, segundo a Administração Espacial Nacional da China. Foi o primeiro pouso suave no lado oculto da Lua. Como esse lado nunca fica de frente para a Terra, a comunicação dependeu do satélite de retransmissão Queqiao, que opera em órbita de halo no ponto L2 do sistema Terra-Lua.
Em 23 de agosto de 2023, a Chandrayaan-3 fez o pouso suave do módulo Vikram, e a Índia se tornou, segundo a Organização Indiana de Pesquisa Espacial, o quarto país a pousar na Lua. A missão, formada por um módulo de pouso, um veículo e um módulo de propulsão, registrou dados com instrumentos que, entre outros resultados, detectaram enxofre na superfície.
Por que a Lua importa
A Lua é um arquivo geológico. As rochas trazidas pelos astronautas da Apollo, que somam 382 quilogramas segundo a NASA, continuam sendo estudadas para entender a origem e a história do sistema Terra-Lua. A confirmação de água em suas regiões, mencionada pela NASA, também interessa a quem pensa em explorações futuras, porque água é um recurso potencial.
Ela é ainda o teste natural de tecnologias de pouso, comunicação e permanência fora da Terra. Cada pouso bem-sucedido, dos pioneiros soviéticos aos mais recentes, acumula experiência de engenharia que serve também a outros destinos.
O que ainda não está confirmado
Existem planos para novas missões à Lua por várias agências. Como o objetivo desta página é registrar fatos, esses planos não foram incluídos: nenhuma data futura foi verificada em fonte oficial consultada para este texto.
Também foram omitidos detalhes que não foi possível confirmar em páginas abertas durante a pesquisa, como a data e os detalhes técnicos da sonda soviética que fotografou o lado oculto em 1959. Para conhecer cada missão com mais profundidade, consulte os eventos relacionados na linha do tempo do site.
Fontes consultadas
- Moon Facts — NASA ScienceFonte oficial
- 60 Years Ago: Luna 2 Makes Impact in Moon Race — NASAFonte oficial
- Deep Space Robotic Firsts — NASA ScienceFonte oficial
- July 20, 1969: One Giant Leap For Mankind — NASAFonte oficial
- Apollo 11 — NASAFonte oficial
- China's Chang'e-4 probe makes historic landing on moon's far side — CNSAFonte oficial
- Chandrayaan-3 — ISROFonte oficial
Fontes conferidas em 29 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected] ou consulte a página de correções.






